Cesta básica de Salvador sobe 4,13%

09 de janeiro de 2019
Fonte: Tribuna da Bahia

 

Foto: Reginaldo Ipê / Tribuna da Bahia

 

O ano de 2019 não começou com boas notícias para as donas de casa da capital baiana.

 

O ano de 2019 não começou com boas notícias para as donas de casa da capital baiana. Nesta terça-feira, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou a última pesquisa relativa aos 12 itens que compõem a cesta básica em todo o país. E Salvador, no mês passado, foi a segunda capital que teve o maior reajuste entre as 18 pesquisadas, atrás apenas de Goiânia, (+5,65%): 4,13% em relação ao anterior, passando a custar R$ 343,82.

Em novembro, o valor era de R$ 330,17. Conforme o Dieese, com esta alta, Salvador perdeu o posto de capital com menor valor de cesta básica onde o órgão realiza a pesquisa. Ele era ocupado desde agosto de 2017. No mês passado, a capital foi a terceira mais barata, atrás de Recife (R$ 340,57 e aumento de 2,12%) e Natal (R$ 341,40 e elevação de 2,77%). Já na contramão, as três cestas básicas mais caras foram registradas em São Paulo (R$ 471,44), Rio de Janeiro (R$ 466,75) e Porto Alegre (R$ 464,72).

Em dezembro, as altas foram registradas no preço médio de sete dos 12 produtos pesquisados, com destaque para o tomate (14,58%) e a banana (11,69%). As demais altas dos preços médios foram da carne bovina (4,74%), do feijão (3,90%), da manteiga (3,16%), do açúcar (2,50%) e do óleo de soja (2,26%). Por outro lado, a farinha de mandioca (-4,44%), o leite integral (-3,33%), o pão (-0,88%), o arroz (-0,36%) e o café (-0,18%) tiveram recuo de preço médio no mês.

Mas, se for levado em conta todo o ano de 2018, o índice é ainda maior, quando a cesta ficou 8,58% mais cara em Salvador – no ano de 2017, a cesta havia apresentado redução de 10,84% na capital baiana. Isso se deveu a seis produtos que acumularam alta de preço no ano. As maiores variações foram registradas nos preços médios do tomate (64,18%) e do leite (19,71%). 

Já outros produtos que acumularam alta no ano foram manteiga (8,27%), carne bovina (7,31%), arroz (1,00%) e óleo de soja (0,28%). No sentido inverso, as quedas dos preços médios foram registradas na farinha de mandioca (-21,56%), no feijão (-7,64%), no açúcar (-6,82%), no café (-6,30%), na banana (-1,45%) e no pão (-0,66%).

De acordo com o Dieese, o trabalhador soteropolitano remunerado pelo salário mínimo (o valor em dezembro era de R$ 954) comprometeu 79 horas e 17 minutos de sua jornada mensal para adquirir os gêneros essenciais em dezembro. Em novembro, a jornada foi de 76 horas e 08 minutos. Em dezembro de 2017, o tempo comprometido também era menor, de 74 horas e 21 minutos. 

Já quando se compara o custo da cesta de Salvador e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, a relação era de 39,17% em dezembro de 2018, 37,62% em novembro do ano passado e 36,73% em dezembro de 2017.

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