Sintepav-BA realiza assembleias com trabalhadores de parques eólicos de Umburanas e de Ourolândia

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A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav-BA) está realizando assembleias nesta quinta-feira (20) e na sexta-feira (21) com os funcionários das obras dos parques eólicos Babilônia Sul II, em Ourolândia, e Aroeira, em Umburanas. Mais de 1,1 mil operários estão envolvidos nas duas construções.

Nos encontros, o presidente do sindicato, Irailson Warneaux, o Gazo, e demais dirigentes vão apresentar os resultados das negociações dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT), entre eles a reivindicação de obter a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR).Durante a assembleia, também será discutida a conjuntura política e econômica do país neste final de ano, além de iniciar o debate sobre a pauta da Campanha Salarial 2023.

Irailson Gazo tem se dedicado nesta semana a realizar assembleias por todo o estado com trabalhadores da indústria pesada. Na última quarta-feira (19), ele esteve em Juazeiro, onde se reuniu com funcionários que estão construindo o complexo solar Futura I. Até o final deste mês, serão 10 cidades. Na sequência, ele visitará Xique-Xique e Seabra.

O complexo Babilônia Sul II, em Ourolândia, faz parte do conjunto de parques eólicos da Serra da Babilônia, que se estende também pelos municípios de Morro do Chapéu e Várzea Nova. O parque que está em construção corresponde à ampliação do projeto, que pertence às empresas PEC Energia e Rio Energy, que já está em operação na Bahia desde 2018. O projeto final vai gerar energia suficiente para abastecer uma cidade de 2 milhões de pessoas por ano.

Já o parque eólico Aroeira, em Umburanas, pertence à empresa Enel Green Power, e se estende também pelos municípios de Morro do Chapéu e Ourolândia. O investimento supera os R$ 2,5 bilhões. O parque eólico será composto por 81 aerogeradores e tem potencial para evitar a emissão de mais de 980 mil toneladas de CO2 na atmosfera anualmente, além de evitar a compra de 345 milhões de metros cúbicos de gás por ano.

Fonte: www.jacobina24horas.com.br

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